Max Payne

Esperava muito de Max Payne, achei que esse seria o filme definitivo de uma adaptação dos games no cinema. Tinha tudo para ser, tinha uma história boa, atores bons e um estúdio grande por trás.
O filme fala sobre Max Payne, um policial que entra em depressão depois que não consegue impedir o assassinato de sua mulher e seu filho dentro de sua própria casa. Chegando minutos depois de três assassinos a invadirem, Max Payne consegue matar dois, mas deixa um escapar, ele passa os próximos três anos tentando encontrar este último assassino.
O game tem uma continuação, no primeiro a história é bem parecida com a do filme. Levando em consideração a fidelidade com o game, o filme não vai mal não, alias vai muito bem. Poucos filmes, que são baseados em vídeo-games, seguem a risca as histórias originais, Max Payne é uma exceção e vai bem no quesito: história original.
O visual, os cenários, o figurino, tudo combina com o game e aqueles que jogavam ou ainda jogam Max Payne vão se sentir em casa.
Agora é a parte ruim, apesar de ser um filme fiel visualmente e até na trama, o erro de Max Payne foi a decisão do estúdio de escolher uma censura 13 anos nos EUA, a 20th Century Fox tomou esta decisão para atingir um publico maior, mas dessa maneira o filme perde e muito no impacto das cenas.
Quando você assistir, começa a ficar muito claro durante o filme que a decisão de uma censura baixa foi um erro, imagine em um filme policial onde tem tiro e drogas para todo o lado não se ver uma única gota de sangue, além de viciados tomarem as drogas bebendo como se fosse um vidrinho de engovi.
O game é muito mais violento que o filme, no jogo, Max Payne passa por alucinações doentias regadas a muito, muito sangue e é graças a censura que o filme não tem cenas assim. Faltou usar mais o efeito Bullet Time, aquele do Matrix, essa era uma das principais ferramentas do game e foi usada no filme apenas 2 vezes sem muito alarde.
Ficou muito claro também, principalmente no começo do filme, que o estúdio deu seus pitacos na edição, o que torna o inicio da historia meio confuso e rápido demais, poucas explicações são dadas e o personagem Max Payne não desenvolve sua personalidade depressiva.
Eu digo o estúdio e não o diretor é responsável pela edição, porque o estúdio em particular é a Fox, e esse ano foi um dos piores para ela, a Fox não emplacou um filme em 2008 e suas grandes chances eram Max Payne e o ainda inédito O Dia Em Que A Terra Parou, é típico da Fox alterar completamente o trabalho original como acha necessário, principalmente quando ela está com problemas.
Não gosto de nenhum dos trabalhos do diretor John Moore, mas edição ele sabe fazer, seus últimos filmes não pecam por isso, então acho mesmo que o problema foi a raposa.
Para finalizar, vale a pena assistir Max Payne? Olha, até que vale, o filme não é ruim, mas podia ser muito melhor, muito mesmo. As atuações são boas e não deixam a desejar e também vale por finalmente ver uma versão de carne e osso de Max. Em todo caso, eu rezo por uma versão do diretor em DVD, com mais meia hora de filme e muito sangue, assim ele será bem melhor que o original das telonas.
Ah, já ia esquecendo, aquelas galinhas pretas ou Valquírias que os fãs estavam com medo que fosse trazer algo de sobrenatural para o filme, coisa que não existe no game, fiquem tranqüilos, a explicação para aquilo é até que razoável e tem a ver com o conceito do game.
Max Payne 
Direção: John Moore
Roteiro: Beau Thorne
Elenco: Mila Kunis, Beau Bridges, Mark Wahlberg, Chris O`Donnell
Diabos: 3 de 5
ESTRÉIA DIA 21 DE NOVEMBRO NO BRASIL
SITE OFICIAL: http://www.maxpaynefilme.com.br
Categoria: Cinema



























rsrsrsrsrsrsrsrs..esse negócio da galinha é meio estranho mesmo!!!…rsrsrs