
A incrível arte de piorar uma estória, também conhecida como fazer um remake.
Na batalha de remakes, nova seção do Site do Mau eu vou analisar os remakes contra seus respectivos originais, alguém tinha que fazer isso, colocar lado a lado, filmes, seriados e afins, que chupinham uma história que não é sua e tentam dar uma cara nova para ganhar um dinheiro fácil em cima de um sucesso que não é seu.
Nessa primeira análise A Caixa, versus Button, Button!
No corner vermelho, pesando um orçamento de $30 milhões de dólares, com Cameron Diaz e o eterno Ciclope que nunca devia ter sido, James Marsden. Durando, longos e intermináveis 115 minutos. Seu treinador Richard Kelly, que tem Donnie Darko no currículo, “O Terror dos irmão Waner” – A Caixa!!!
No corner azul, pesando modestos $20 mil dólares, baseado num conto dos anos 70, a segunda geração de um série de sucesso. Com fáceis e digeríveis 18 minutos, direção de Peter Medak do “sensacional” A Experiência 2. Com elenco estelar de 3 atores… “O zoneador além da imaginação” - Button, Button!
As Regras:
Os lutadores tem que contar a estória de um casal, que recebem uma caixa de um homem misterioso, esse homem conta que a tal caixa tem apenas um botão e ao apertá-lo duas coisas vão acontecer: primeira – uma pessoa que eles não conhecem vai morrer, segunda – eles ganharão muito dinheiro.
O que esperamos da luta?
Bem, A Caixa, tem tudo para vencer, quer dizer, um orçamento maior, atores conhecidos e um diretor que já fez um clássico Cult, ninguém seria melhor para dirigir um filme com uma estória tão sinistra, surreal e misteriosa.
Button, Button é o underdog, ninguém mais lembrava dessa série, foi um dos últimos episódios da segundo geração de Além da Imaginação, passou completamente desapercebida nos anos 80. A Caixa não deve ter muito trabalho para derrotá-lo.
Let’s get ready to rumble!!!
Round 1:
Soa o gongo e começa a luta, A Caixa começa bem jabeando, apresenta logo o homem misterioso! E olha só! O homem misterioso tem o rosto deformado, muito mais legal que o homem misterioso de Button, Button que tem o rosto normal, ih, Button, Button acusou o golpe! Sentiu a falta de uma produção mais cara e com efeitos especiais de ponta…
Round 2:
Button, Button está assustado, não esperava que A Caixa estivesse tão bem preparado para a luta! Mas A Caixa começa a enrolar, esta sapateando no ringue, pensa que já tem a luta ganha, mais de meia hora de filme e ainda não apertou o botão. Button, Button começa a se recuperar do golpe do primeiro Round…
Round 3:
Button, Button faz o que sabe, seu arroz com feijão começa a dar resultado. A Caixa é arrogante, começa a complicar a história, parece que há alienígenas na trama dela, o que é isso?
Tava na cara o que ia a acontecer, A Caixa tem 115 minutos de duração, quando Button ,Button tinha só 18, quer dizer, A Caixa teve que esticar a estória de uma série de TV em um filme, é muita lingüiça pra encher…
Round 4:
A Caixa está perdida… é inacreditável… está tudo dando errado! Aliens, zumbis, efeitos especiais estilo Segredo do Abismo, é uma salada, ninguém mais entende qual é a tática de A Caixa, e o pior Cameron Diaz e James Marsden só pioram a situação!
SENSACIONAL! Button, Button não perdoa, percebe a indecisão de A Caixa e dá um direto de esquerda no queixo, com um final rápido, sem frescura e inteligente e seu oponente despenca como um monte de fezes no chão…
O juiz abriu contagem! …7 …8 …9 …10! ACABOU!
O primo pobre venceu! Button, Button mostrou que o original é muito melhor, não adianta um orçamento gigante, efeitos especiais e nomes famosos no elenco. Um estória para ser contada em 20 minutos nunca devia ter sido estica para quase duas horas.
Por causa disso o filme foi estufado com elementos babacas e muito inacreditáveis, do meio para o final foi ridículo e as atuações de Cameron Diaz e James Marsden merecem um Plazil antes e um depois!
Fique com o original, Button, Button, que pode ser assistido no Youtube e a moral da estória no original é boa: “Não faça aos outros, aquilo que não quer que façam a você”. Diferente do filme, que não tem moral ou sentido algum!